Mulher Tempo

Precisamos de um dia com mais que 24 horas.

Quem odeia matemática?

Matemática_MulherTempoAhhh… A matemática! Misteriosa, abstrata, exata, amada, odiada. O que será que existe por trás desse ódio por ela?

Imagino que as pessoas que me conhecem já devem estar estranhando este texto. Por que a Mulher Tempo está escrevendo sobre matemática se ela é da área humana? Escrevo porque eu conheço a importância e sei exatamente o dia em que eu comecei a deixá-la de lado. Desgostei da matéria por causa de um professor predestinado. O nome dele era Faraday! Eu deixava de resolver coisinhas banais na aula dele, mas cálculos estequiométricos, PH de soluções e demais demandas de química e física eu não errava nenhuma. Como explicar?

Não é tão complexo assim, mas também não é tão fácil porque envolve o cenário. É necessário mudar o sistema educacional e a forma como a matemática é ensinada, ou seja, os profissionais.

Li um artigo do prof. Renato Brodzinski,  do Instituto ProMath em Curitiba. Ele  explica de uma forma tão simples e gostosa que compartilho com vocês: “a matemática não é imutável, porque ela é pensada por seres humanos. Cada pessoa tem a sua matemática. Isso explica porque muitas não conseguem fazer contas na escola, mas conseguem contar dinheiro com invejável habilidade”.

Talvez você não se lembre, mas quando éramos crianças, aprendíamos  matemática comparando maior, menor, perto, longe; incluindo elementos em conjuntos; fazendo sequência do maior para o menor, etc. As professoras faziam isso porque ela é abstrata. Se você não usar cores, formatos e quantidades jamais vai passar isso para um aluninho.

Dificilmente você vai encontrar uma criança pequena odiando matemática. Só que depois dessa fase de concretização dos conceitos básicos vem a lógica dos problemas. É possível usar o raciocínio lógico sem pensar? Não! Por isso minha conclusão é que esse é o grande X da questão – com o perdão do trocadilho.  Pessoas não gostam de pensar. E o segundo maior problema é o português. Quando você precisa decifrar o enunciado, entender o que está sendo pedido para somente então montar a conta, usando a operação correta.

Certa vez agendei a revisão do meu carro e expliquei que ele estava fazendo um barulho estranho quando acelerava. O chefe da oficina me explicou que eu deveria trocar o óleo do câmbio. Quando ele me disse que a troca custava 500 reais e eu tive uma síncope, o rapaz me disse que daria para esperar para a próxima revisão.

Como todo mundo sabe, os preços em concessionárias são mais salgados. Por isso a Mulher – com muito – Tempo resolveu ligar para algumas lojas. Para meu espanto não é qualquer loja que tem óleo de câmbio de carro automático, por isso de todas as pesquisas que fiz, somente uma loja tinha o óleo e trocava. Liguei para lá.

Quis saber quanto custava o óleo. A atendente me disse que custava 90,00. Achei muito barato e perguntei se bastava uma unidade. Após falar a marca do meu carro, ela me informou que eu precisaria de sete unidades. Aí eu fiz a minha conta em voz alta numa tentativa desesperadora de conseguir um desconto. Disse assim: “Nossa 9 x 7… Isso dá 630 reais”? A moça me corrigiu: “Negativo, são 7 x 90”.

Não troquei o óleo do câmbio até hoje, ainda não consegui fazer a conta!

 

 

Anteriores

Marketing Pessoal da Mulher Tempo

Próximo

Troco em balas?

2 Comentários

  1. Nicole JOrgey

    e o que aconteceu com o óleo do câmbio do seu carro?
    a matemática resolveu?
    ou foi mais uma daquelas tentativas “errada” que as oficinas costumam fazer com as mulheres tempo.

    • mulhertempo.com.br

      Oi, Nicole.

      Dei um tempo e na outra revisão continuava a custar 500,00. Fiz a troca na concessionária. Agora a moça de fato não era preparada para atender o público tanto que nem pediu meu telefone para um futuro follow up!
      Obrigada pelo seu comentário.
      Um beijo

Deixe uma resposta

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

Gostou do Blog? Compartilhe!