Amamentação_MulherTempoAmamentar é simplesmente maravilhoso. Tive três filhos e todos foram amamentados por mais de um ano. Fui do tipo vaca leiteira, poderia ter trigêmeos tranquilamente. Sei que algumas mulheres não conseguem amamentar. O que é uma pena para elas e para seus bebês. Porque amamentar é da natureza e tem tanto benefício!

– Combate a hemorragia pós-parto e acelera a recuperação da mulher (isso é louco, mas conforme você amamenta vai sentindo uma coliquinha. É o útero contraindo e diminuindo de tamanho!);

– Facilita a perda de peso;

– Diminui o risco de câncer de mama, endométrio e de ovário;

– Diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2 na mãe;

– O leite está na temperatura certinha e por isso não há perigo de queimar o bebê;

– Não é preciso esterilizar nada e pode ser feito em qualquer local.

Há muitas outras vantagens para amamentar seu bebê, fora os próprios benefícios para os pequenos. Ah, tem duas coisas que quero registrar antes de partir para a minha história de hoje. Primeiro: amamentar dói na primeira semana e é totalmente suportável. A dica infalível é colocar a casca da banana com a parte branca encostada no peito. É refrescante, cicatrizante e natural. Segundo: amamentar não deixa o seio caído, mas a vida, o tempo, o marido

Quando o Pietro nasceu eu era muito nova. Tinha 24 anos. Eu precisava mostrar para a minha família que eu conseguia dar conta do meu filho e recusei alguns conselhos. Até porque a quantidade de conselhos que você recebe quando está grávida é insana. Eu queria algo científico, comprovado e procurei um curso para gestantes.

Achei o Nove Luas, Lua Nova. Era ministrado por fisioterapeutas e ocorria paralelo ao pré-natal com o obstetra. Era um barato e lá eu conheci a Rosália. Muitas coisas em comum, inclusive a previsão do parto. Ficamos amigas, mas como ela já tinha um filho, era menos encanada com tudo. Nossos filhos nasceram com 40 minutos de diferença.

Bem, no primeiro mês da vida de um primogênito ninguém sabe o que está fazendo, nem a mãe e nem o bebê. Os dois aprendem juntos e a natureza ajuda muito. Eu tinha a minha mãe  e isso foi muito bom, ela me salvou de leite empedrado, febre de leite, bebê que não arrota e outras bizarrices da maternidade. Depois de um mês de regalias tive que ir para a minha casa que era colada com a casa da Rosália.

Eu estava me sentindo muito mais segura e fui visitá-la. Ela tinha tido uma garotinha, a Lara, e estava muito bem. Eu queria me sentir descolada, por isso quando ela sugeriu trocar de bebês para amamentar (amamentação cruzada), contive o meu doentio ciúme pelo meu lindinho e aceitei. Ele adorou o leite dela. A Lara não fez muita questão e rimos muito. Reparei também, com algum espanto, que minha amiga não fazia dieta. Segundo ela, álcool e drogas passam para o leite, mais nada. Apesar de concordar, não comia feijão, alho, pimenta e muitas outras coisas.

Naquela noite, meu filho urrou de cólica. O pai dele não entendia o que estava acontecendo. Nem eu! Até que me lembrei do evento na casa da Rosália e comentei com ele. Nossa, ele ficou louco da vida comigo. Disse que eu era uma irresponsável, que eu não raciocinava e eu me senti a pior mãe do mundo. Falamos com o pediatra e tudo voltou ao normal.

Passados seis meses do incidente, quis passar um dia com a minha mãe. A casa dela era muito  espaçosa e ventilada. Estávamos na cozinha conversando e deixei o Pietro engatinhar na varanda cuja porta de saída dava para a cozinha. Mais seguro impossível. Continuei a conversa ela e senti algo estranho. Algo como um silênnnnnnncio. Saí correndo pela varanda e me deparei com a seguinte situação: meu filhinho loirinho de olhos verdes estava ajoelhado embaixo da Funny com as duas mãozinhas empurrando as tetas dela para ele poder mamar melhor. A Funny era uma cadela Fila Brasileiro que tinha acabado de ter 12 filhotes.

O resto da história você pode concluir…