A Mulher Tempo já. Quer ver?

Gafe é sinônimo de vacilo, deslize, mancada, mico e normalmente desagrada alguém sem perceber. Todos estão sujeitos a ela.

GafeEsse comportamento irrefletido foi estudado por Freud em 1895 em um de seus estudos sobre histeria. Ele notou que as mulheres acreditavam que o deslize era algo grave, porém quanto mais se elas se controlavam para que não acontecesse, piorava. Já Wegner em uma experiência clássica da psicologia reuniu participantes de um estudo e pediu para que não pensassem em um urso branco por cinco minutos. Caso pensasse, a pessoa deveria tocar uma campainha. Ela tocou mais de 15 vezes. Os estudiosos também concluíram que a gafe acontece em momentos em que você está focado em uma atividade. É como uma interrupção da censura enquanto você está concentrado em outra ação.

Há vários tipos de gafes, o que se fala, quando se fala, como se fala, para quem e também o que se faz. Os meios de comunicação adoram. Por exemplo, no extinto programa CQC tinha o Top 5 com as maiores gafes da TV. Ninguém perdoa! Deve ser difícil ser público e nunca errar. Luciana Gimenez, Ludmilla, Anitta e Galvão Bueno que o digam!

Só que parece haver um consenso quando falamos em Rainha das Gafes, Ana Maria Braga ganha tranquilamente o título da TV brasileira. O mais legal é que ela se diverte com suas trapalhadas. As gafes da artista não desagradam as pessoas como fez Silvio Santos no último Teleton. Dizer para uma mulher que ela é muito bonita, apesar de ser negra foi extremamente desagradável e racista. Logo ele, que decepção.

E a Dilma Rainha das Pérolas? Mas nós não vamos sentir tanta saudade assim, porque os Estados Unidos acabaram de eleger Trump e com ele a lindíssima – e só isso – Melanie Trump. Ela optou por ficar quieta depois de usar partes substancias de um discurso na convenção republicana de Cleveland em julho, de autoria de Michelle Obama.

O fato é que ninguém está livre de dar foras. Inclusive eu.

Durante todo o tempo que eu trabalhava no centro do Rio e morava em Niterói, eu costumava jogar squash no horário de rush para não pegar o engarrafamento da Ponte. O clube que eu jogava tinha 90% de sócios e o resto eram as sócias, que não frequentavam regularmente. Logo, toda espécie de alongamento pré e pós jogo eu tinha que fazer longe do público masculino. Uma simples medida para não expor minhas “partes”.

Um dia eu estava em cima da arquibancada flexionando minhas pernas e trazendo para perto do peito, quando uma amiga R. me disse para tomar cuidado pois tinha gente perto. Parei rapidamente para ver quem era, em seguida respondi tranquilamente que ela podia ficar tranquila porque só tinham duas pessoas. Uma delas era um menino de 8 anos e o outro era o M. que não gostava da coisa. Ela riu e foi para o segundo andar do clube onde ficava o bar. Tomei meu banho e fui para o bar com o resto da galera. Reparei que todos estavam rindo muito. Quis saber o motivo. Eles me falaram que o novo casal do Rio Squash eram o M. e a R.

Se é que existe algum lado bom dessa história é que a R. sempre foi muito elegante e nunca fez qualquer comentário sobre a minha gafe.