Mulher Tempo

Precisamos de um dia com mais que 24 horas.

Categoria: Aventuras em casa (Página 1 de 2)

Dicas infalíveis para desmascarar a mentira

Afinal, como faço para saber quando alguém está contando uma mentira?

A mentira é nossa companheira desde sempre. Ela existe, é real e necessária, maasss temos que tomar muito cuidado, pois seu excesso pode virar patológico.

As crianças são mentirosas de mão cheia. Contar mentira é uma coisa comum que elas fazem para evitar o castigo, a vergonha, mas acima de tudo ela está relacionada com o medo. Medo de apanhar, medo de ser descoberto, medo do fracasso e por aí vai.

Meu segundo filho é o mais criativo de todos. Ele sempre adorou contar histórias, pena que nem sempre elas aconteciam.

Por volta dos sete anos ele me pediu para passar a tarde na casa de um amigo – coisa supernatural. Deixei e quando fui buscá-lo, descobri que era a avó do menino que tinha ficado com eles. Ela disse que meu filho era uma graça, super educado, que ele deveria voltar sempre. Ou seja, o mesmo blá blá blá que ouço – graças a Deus – quando um filho vai na casa de um amigo. Só que aquela senhorinha não parava de elogiar e comecei a achar estranho. Ela acabou me dando uma deixa quando disse que ele tinha uma cultura e tanto para uma criança de sua idade.

Nessa hora, sentei, respirei fundo e perguntei por que ela achava isso. Então ela me disse que ele contou como foi a viagem dele para a China.

O QUÊ????

Eu preciso entender por que as avós acreditam em

tudo o que dizem para elas.

Respirei mais fundo e com muito cuidado para ela não perder toda a admiração pelo meu filho, expliquei que ele nunca tinha viajado para fora e que isso era uma pequenina invenção dele. Provavelmente para ela se orgulhar …

Então ela piorou a história e disse, já meio magoadinha:

– “Mas ele falou que foi para o aeroporto de São Paulo, viajou a noite toda em um avião e-nor-me até chegar na Alemanha. Depois de umas horas, pegou um outro avião bem grandão e voou até a China”.

Eu falei que a descrição estava certa, só que o protagonista estava errado, pois era o pai dele que tinha viajado.

Dicas para pegar mentiras

Estudiosos afirmam que contamos mais mentiras para quem não conhecemos. Entretanto, também mentimos para conhecidos (pai, mãe, avó, tia, professora…). Para esses casos, seguem dicas infalíveis que levantei em diversos sites, especialmente do post do Eduardo Santorini www.atitude.com, pois são baseadas nas técnicas do FBI!

Dica #1- O quê?

Você faz uma pergunta, tem certeza que a pessoa ouviu, mas ela pergunta: O quê? Esse é o primeiro sinal de que ela está tentando organizar uma resposta. É o que se chama de tempo para o cérebro.

Dica #2 – Desviar o olhar

A pessoa desvia o olhar pela vergonha de ser pega na mentira. Ela não é tão cara de pau assim. Por outro lado, há pessoas que fazem justamente o contrário quando estão mentindo: fixam muito forte o olhar – mais do que o normal, arregalam os olhos. Esse é o grupo dos caras de pau, que minha filhinha querida está incluída.

Dica #3 – Gestos inconscientes

A mentira que contamos é consciente. O nosso cérebro sabe disso! Por isso ele manda sinais pelo nosso corpo e eles são inconscientes. São eles: piscar várias vezes, coçar o nariz, orelhas, olhos e mexer muito nos cabelos.

Dica #4 – Várias perguntas

Já reparou nos filmes policiais que a polícia faz a mesma pergunta de várias formas? A inconsistência ou dificuldade em responder aparece muito fácil. Ex.: A professora de geografia deu tarefa? Que aulas você teve hoje? A tia Renata (professora de geografia) estava bem-humorada? É muito fácil pegar uma mentira desse jeito! Rsrsrsrsrs

Dica #5 – Alteração de humor

É incrivelmente estressante manter uma mentira. É um trabalho e tanto criar uma versão e ao mesmo tempo manter disfarçado o medo de ser pego. Isso faz com que a pessoa que está mentindo fique bem irritada.

 

Agora se você acha que criança pequena não mente, veja os vídeos abaixo e se mate de rir com a Maria Júlia e a Helena:

https://www.youtube.com/watch?v=_AaKJV-HATo

https://www.youtube.com/watch?v=iQBh2bZfCIw

Denise Capece para Mulher Tempo

Como impedir o crime sexual?

Existe um responsável pelo crime sexual?

A maneira da mulher se vestir e se comportar incentiva o crime sexual? Será que esse é um pensamento machista, moralista e retrógrado?

Acompanho diariamente os fatos que ocorrem com mulheres. Gosto de falar com elas, saber sobre elas. É um assunto que me interessa, até porque sou parte afetada.

Vejo que as pessoas culpam o assediador. Falam que ele não tem o direito de dar cantada, de passar a mão ou seguir adiante sem o consentimento da mulher. Eu concordo integralmente.

Entretanto, durante anos vivi a experiência de trabalhar com homens eram clientes, fornecedores, pedestres. Todas as formas de contato comercial. O que depuro disso tudo é que o homem tem um pensamento doente. Porque se ele quiser aquela mulher, tudo que ela fizer ou disser será indício de que ela o quer. Em outras palavras:

– Se ela está usando uma roupa justa/curta/decotada é um sinal claro de que é para provocá-lo;

– Se ele a chamar para sair e ela disser que tem namorado, ele vai pensar que, se ela não tivesse, iria aceitar;

– Se ele mexer com ela e ela responder que não é para falar com ela, ele vai entender que só deve tocar nela!

Acho que com os três exemplos já deu para entender o meu ponto. Não depende do comportamento da mulher se ela será assediada ou não. Depende do que esse homem está querendo.

Assédio para o OLGA

Estive lendo o site Think Olga que fala sobre o empoderamento feminino. Achei muito interessante – http://thinkolga.com/ – e recomendo a leitura. Ter informação é importante. OLGA é um projeto feminista que criou a campanha Chega de Fiu Fiu em 2013. Um dos resultados apurados é que 90% das mulheres trocaram de roupa antes de sair de casa.

A campanha gerou (?) um documentário, mas quando fui ver o trailer no Youtube, acabei vendo outros vídeos em que mulheres usavam câmeras escondidas e simplesmente andavam pelas ruas. Vi três situações com gravações de 10 horas. Na primeira a mulher está usando roupas pretas e justas, ela é atraente normal e não fala nada, em nenhum momento. Na segunda, a mulher é bem mais bonita, está vestida com roupas justas, mais atraentes e é muito irônica. Responde a todas as cantadas de forma inesperada. Exemplo: o cara fala que quer se casar com ela. Ela diz: sério, eu também. Vamos?  https://www.youtube.com/watch?v=ISLcdUz-5Jk Na terceira, eles levam a experiência a uma mulher que está com cara entediada e veste moletom bem largo. Ninguém olha para ela. A moça cai e ninguém ajuda. É possível concluir que quando você chama atenção, você recebe?

Onde está o erro?

Talvez esteja faltando uma pergunta para você fazer ao se vestir para sair:  qual é o meu objetivo ao escolher essa roupa?

Tenha claro que você pode alimentar com fantasias a mente doente de um homem. Contudo, se um homem quiser te assediar, independente da roupa que você estiver usando, ele fará isso. E nessa hora, não vai adiantar nada você falar:

Não faça nada com o meu corpo. Eu não te autorizo!

Quando os pais pedem para as filhas não se exporem, mudarem suas roupas, não estão sendo machistas. O que nós queremos é a proteção de vocês.

 

Denise Capece (uma mãe preocupada) para Mulher Tempo

 

Que mulher nunca passou por saia justa com filho?

Filho é mestre em nos fazer passar por saia justa. Isso porque eles são produtores naturais de mico. A mulher deve estar preparada para passar por essas situações quando decidir ter filhos. É que faz parte do pacote…

Tenho três filhos, minha lista de saia justa x ambientes diferentes é muito grande e daria para escrever um monte. Porém, como hoje se comemora o Dia do Circo, selecionei um vexame que passei lá!

Circo é um palco de luzes, cores e emoção. Tudo dentro do circo é um show. Sempre preferi os acrobatas, seguido dos animais. Na minha inocência, eram apenas bichinhos muito obedientes e fofinhos. Nunca pensei no que eles passavam para chegar a esse ponto. Nem que estavam tão confinados.

Já meu horror sempre foi aos palhaços. Para mim eles são bizarros demais. Por que um pé tão grande? Por que o nariz tem que ser vermelho? Não os acho engraçados e tenho medo do palhaço dos Simpsons, o Krusty.

Entendo que depois da chegada do Cirque du Soleil mudou bastante esse mercado. Não se vê mais circos como antes. Entretanto, para quem mora longe das capitais, ainda é possível visitar os velhos circos. Claro que não pode ser muito exigente, para isso é imprescindível que seu filho seja pequeno e viva na fantasia.

Mulher em pânico

Certa vez levei um deles ao circo. Ele tinha uns três anos. Era um circo bem simplinho e o show começou com chimpanzés. Que coisa linda! Meu filho ficou encantado com tudo que eles faziam. Estavam todos de macacão (kkkk sem querer) vermelho e camiseta listrada por baixo. Eles fingiam que liam jornais, bebiam na xícara, usavam óculos. Enfim, acredito que o mais incrível seja mesmo a semelhança com os humanos. Segundo o biólogo Morris Goodman, de Detroit (USA), eles compartilham 99,4% do nosso DNA.

Depois de várias apresentações, houve um intervalo. No caminho de volta para a nossa cadeira, demos de cara com um profissional do circo que não gostou do meu filho. Era um anão. Ele usava costeletas compridas, tinha barba cerrada e trajava uma calça vermelha. Meu filho parou de andar e ficou olhando, encarando. Eu puxava a mãozinha dele, mas ele estava imóvel. Apenas processando a imagem. Você consegue imaginar a encrenca que eu estava me metendo? Aí veio a bomba, ou melhor, a pergunta:

“Ele é macaco”?

A cara que o anão fez foi muito feia e, cá entre nós, que sujeito mais mal-humorado! Caramba, trabalha em circo, lugar cheio de crianças e não percebe que isso pode acontecer?

Sério. Achei que fosse apanhar. Peguei meu filho no colo e saí correndo. Foi a conta. Nunca mais fui a um circo.

Se você tem alguma saia justa para compartilhar, comenta aí embaixo.

Ah, em meio às minhas pesquisas encontrei um site sobre proteção aos primatas. Não deixe de conferir. É um trabalho muito bonito.

http://www.projetogap.org.br/primate/os-cinco-grandes-primatas/

Denise Capece para Mulher Tempo

Água, não!

O dia da água é comemorado por quem não gosta de água?

A água é algo que não poderia ter qualquer tipo de objeção. Ela não tem cheiro, não tem sabor… por que tanta gente implica com ela?

Se tem coisa que eu falo aqui em casa é: vai tomar banho, vai escovar os dentes e bebe água. Você reparou que todos têm em comum a água?  Ainda bem que quando crescemos a maior objeção é para beber água. Se bem que tem adulto aí, que só por Deus!

Dicas úteis para quem não é chegado a escovar os dentes depois das refeições e teme o mau hálito: beba bastante água! Seeeeeee, isto não for seu problema! A outra dica serve para descobrir se você está com mau hálito. Esconda-se das pessoas, coloque toda a sua língua para fora e encoste o pulso na parte mais profunda dela. Conte até 10 e cheire o pulso. O que sentir é exatamente o que as pessoas vão sentir quando você falar! Porém, o melhor mesmo é escovar os dentes após as refeições e a cada seis meses visitar o dentista para fazer uma limpeza profissional!

Beba água

Já tomar água é uma polêmica. Já ouvi/li de tudo. Beba muito, não beba muito, misture com limão, beba água morna, nunca beba gelada, água gelada emagrece, nos dois litros que temos que beber vale suco, não vale suco só água… será que vocês poderiam chegar a um consenso? Por via das dúvidas, tomo logo cedo um copo. Gelado e sem limão. Tento me lembrar de tomar um antes do almoço e jantar, um no meio da tarde e durante os treinos, só que esses são fáceis. Quando está frio eu quase não bebo água, mas incremento com chá.

Agora, para falar de banho a coisa fica mais complicada. Porque se você não está convencido de que tem que tomar, não há nada que eu possa falar. Sei lá, é bom porque tira as “cracas”? Você vai ficar cheiroso? Meu, parece que o cara que não curte banho gosta de sujeira e não se incomoda com o cheiro que exala.

Não me conformo com pessoas que não cuidam da higiene. Fui assistir A Bela e A Fera com minha filha. Penúltima fila, assentos 12 e 13 – filé mignon. Quem sentou do meu lado? Um cara que fedia tanto que eu não conseguia respirar direito. Afff, fui para lateral do cinema. Não tinha poluição.

Acontece que crianças têm problema com banho. Um dia vou fazer uma pesquisa profunda sobre o tema. Tenho muita curiosidade em saber porque eles tentam nos enrolar quando mandamos tomar banho. Aqui em casa houve 100% de adesão a esse movimento. Só que quem caprichou mais foi minha princesa, a caçula. Ela é – de longe – a mais atrevida.

A farsa

Era de noite e eu a mandei tomar banho. Ela voltou depois de um bom tempo. Olhei para ela e meu botão do sexto sentido apitou. Perguntei se ela tinha tomado banho. Insisti: “tomou mesmo”? Ela confirmou me encarando. Por que seu cabelo está seco? Ela me disse que decidiu não lavar. Cheguei perto dela e dei uma cafungada. Não estava ruim o cheiro, mas tinha algo errado. Aí fui até o banheiro dela. No caminho fiz a velha ameaça: “prefiro que me diga a verdade antes que eu chegue no seu banheiro”. Ela manteve a farsa.

Chegando lá vi a toalha no chão (como sempre), o box molhado e a cara dela ótima. Tinha que ter alguma pista. Pensei, se ela não lavou os cabelos, o sabonete ela usou. Ahááááá estava seco! Saí do box para descobrir o resto da farsa. Fui abrindo tudo até que abri a lixeira. Ela estava lotada de lencinhos umedecidos. Mais um mistério desvendado!

Minha conclusão é que conforme vamos tendo filhos, eles vêm com mais recursos para nos enganar.

Em tempo, quem a conhece pessoalmente não adianta sacanear. Ela não faz mais isso. Agora tenho que brigar para sair!

 

Denise Capece para Mulher Tempo

Bichinho de estimação

Qual criança nunca pediu um bichinho de estimação para os pais?

Algumas pedem um irmãozinho, o que torna o pedido um pouco mais complicado. Não sou mais criança, mas vivo pedindo para o meu marido me deixar ter um novo bichinho, eu a-do-ro animais. Ele até que entende minha paixão, mas misteriosamente, nunca mais deixou.

Quando nasci minha mãe me ganhou, ganhou minha gêmea e um cachorro. Acho que minha história de paixão por bichinhos começou assim. Trocando papinhas logo cedo com eles, antes mesmo de andar. Naquela época minha mãe fazia coleção de latas de Neston, sou gêmea, alta demanda, sacou? E uma vez, brincando com minha irmã, eu escondi o Dundum em uma das 30 latas e pedi para ela achar. Ela não achou… Calma, pedimos socorro para a mamãe. O Dundum gostava mesmo dela, dela.

Ao longo da minha vida tive vários cachorros: Kurt, Clyde, Lorie, Chuck, Tequila, Frida, etc., cada um de uma raça diferente, mas só cachorro. Depois que me mudei para o interiorrr e passei a morar em uma casa com espaço generoso decidi, expandir meu horizonte.

Soube que o porco é um animal extremamente inteligente e, dependendo da criação, ele tem um comportamento tão amistoso quanto o de um cachorro. Então eu decidi comprar uma porquinha, estilo Babe. Ela era branquinha, pequenininha e muito fofa: Peggy Sue.

Bichinho diferente

As crianças amaram a porquinha. As cachorras também. Ela era a nova mascote da casa. Como ela começou a crescer e eu não entendia nada de porco, decidi leva-la ao veterinário. O médico era uma graça e adorou a Peggy Sue. Ele me deu todas as dicas e disse uma frase inesquecível: Porco é quem faz do porco, um porco. Um pouco repetitiva, eu entendo, mas o que ele quis dizer é que você pode dar ração, não precisa dar lavagem. E pasme, porco gosta de beber água direto da bica. Nem pense em deixar em pote porque ele não aceita.

No final, o médico quis entender a razão de eu querer ter um porco. Expliquei que tinha bastante espaço e que achava interessante para as “crianças”. Ele foi bem direto e me explicou que a Peggy Sue ficaria com dois metros. Entrei em pânico! Ele me acalmou dizendo que criava porcos e que poderia trocar nossa porquinha por outra que crescesse pouco.  Aceitei, claro, mas frisei que ela precisaria ser bonitinha como a nossa, óbvio. Ele concordou. Então disse que não falaria nada para as crianças não ficarem tristes. Ficou acertado dele ir na minha casa à noite para fazer a troca.  Nem vi direito, só sei que levaram o nosso bichinho e deixaram outro no lugar. Assunto resolvido.

Surpresaaaaa

 

No dia seguinte, meu filho, que tinha quatro anos, falou que ia dar comida para a porquinha.  De repente o moleque deu um grito dizendo que a Peggy Sue estava muito diferente. Sem ver a diferença, expliquei que os porquinhos mudam um pouquinho de noite. Então, ele me disse que ela tinha mudado demais. Fui lá. Quase morri.

No mesmo dia pedi para o veterinário buscar o porco cinza, grande e feio que ele havia deixado no lugar da charmosa Peggy Sue.

Minha assistente ficou com pena e nos deu a Mila. Ela não era exatamente o Babe do filme, mas era bem carinhosa. Ficou conosco até que passou a chafurdar todas as plantas do jardim.

O problema é que para receber um porquinho em casa você precisa de uma pequena reforma. Meu marido não gostou muito da verba que usei e até hoje ele me joga na cara que fiz um Império do Porco para guardar latas de tinta e ferramentas de jardinagem…

 

Dia 14 de março é o dia dos animais no Brasil. Faço a minha homenagem a esses incríveis seres que fazem a nossa vida ser muito mais divertida.

 

Denise Capece para Mulher Tempo.

 

 

 

 

 

 

Quando o filho sacaneia a Mulher Tempo

A Mulher Tempo é mãe, mas já foi filha. Sendo filha, já sacaneou a mãe, irmãs, primos…

Quando somos pequenos, tipo até sete anos, não temos a capacidade de manter uma mentira. Nos faltam argumentos e recursos como, manter o olhar fixo. Porém, depois disso a criança vai conseguindo mecanismos que permitem que ela sustente uma história.

Portanto, depois que seus filhos completarem os sete, comece a prestar muito mais atenção, pois você pode estar sendo enrolado.

Recentemente li um artigo na Folha de São Paulo que falava sobre a perda da malícia em pessoas mais velhas. Comentava que em um experimento feito com diversas faixas etárias, eram apresentados alguns homens, mas um deles tinha cara de suspeito. Somente os idosos deixaram de perceber isso. Tipo, ele não percebe a maldade, a malícia. Eu realmente me lembro de achar minha avozinha muito inocente. Ela caía em tudo que falávamos para ela.

No entanto, acho que mais importante do que descobrir quem está sendo inocente,  é entender o objetivo dessas “mentiras”. Sim, pegadinhas não passam de mentiras dramatizadas cujo foco é enganar. Seria para chamar a atenção? Rir? Ganhar popularidade virtual? Demonstrar amadurecimento / inteligência?

Eu jamais fiz uma pegadinha com meu pai quando era criança. Eu tinha muito medo das consequências. Já minha mãe, apesar de ser aquela que estava sempre dando broncas, não era capaz de dar um mega castigo e nem de me bater. Aí entra a minha dúvida: Fazer pegadinhas com os pais é excesso de humor ou falta de respeito? Ou os dois?

Filha da Mulher Tempo

Minha caçula é do tipo esperta. Talvez por ser a terceira entre irmãos… O fato é que um dia ela foi convidada por uma das minhas amigas a tomar um lanche da tarde conosco. Ela ficou muito feliz em ter sido incluída em um programa de mulheres. Fomos até uma padoca do centro. Eu pedi um expresso carioca, elas um suco de frutas vermelhas.

Minha pequena estava se comportando muito bem. Claro que antes de sair falei que seria muito legal se ela ficasse quietinha, se não interrompesse e outras coisas que falo sempre. O problema é que eu não percebi que estava conversando há um tempão e a tinha deixado de lado. Não sei quanto tempo conversamos e a coitada só ficou ouvindo o papo – naturalmente – chato.

Eu me lembro de ouvir o ronco do canudo do copo dela. Na hora pensei: nossa que deselegância. Mas continuei a conversar. Esse foi provavelmente um sinal, que eu ignorei. Depois de um tempo, senti uma cutucada. Olhei para ela um tanto incrédula por ter me interrompido e quis saber o que ela queria. Ela fez uma carinha linda e me perguntou se eu queria um golinho do suco dela.

Não tive como negar! Tinha um restinho de nada. Então eu suguei com toda a força para tomar tudo. Misteriosamente o suco estava quentinho

Engoli tudo muito rápido, fechei os olhos e contei até 20 mil. Absorvi da melhor forma possível e perguntei o que havia no copo além do suco. Ela me disse que depois falaria.

A sorte é que minha amiga é mãe e entendeu a parada. Nosso erro básico foi chamá-la para sair e não dar a menor atenção.

Mas, cuspir no copo e dar para a mãe beber foi um pouco demais, não?

Acho que tenho que rever a qualidade do tempo que estou passando com ela.

Evidentemente a senhorita acima aprontou outras vezes, mas fica para outro dia.

Ah, não deixe de clicar no link abaixo. Trata de uma pegadinha sensacional que filhos desocupados pregaram em uma mãe ninja.

http://extra.globo.com/noticias/viral/irmaos-pregam-pegadinha-sensacional-na-mae-via-whatsapp-com-simulacao-de-sequestro-20830323.html

 

Denise Capece para Mulher Tempo

Quem está amamentando meu filho?

Amamentação_MulherTempoAmamentar é simplesmente maravilhoso. Tive três filhos e todos foram amamentados por mais de um ano. Fui do tipo vaca leiteira, poderia ter trigêmeos tranquilamente. Sei que algumas mulheres não conseguem amamentar. O que é uma pena para elas e para seus bebês. Porque amamentar é da natureza e tem tanto benefício!

– Combate a hemorragia pós-parto e acelera a recuperação da mulher (isso é louco, mas conforme você amamenta vai sentindo uma coliquinha. É o útero contraindo e diminuindo de tamanho!);

– Facilita a perda de peso;

– Diminui o risco de câncer de mama, endométrio e de ovário;

– Diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2 na mãe;

– O leite está na temperatura certinha e por isso não há perigo de queimar o bebê;

– Não é preciso esterilizar nada e pode ser feito em qualquer local.

Há muitas outras vantagens para amamentar seu bebê, fora os próprios benefícios para os pequenos. Ah, tem duas coisas que quero registrar antes de partir para a minha história de hoje. Primeiro: amamentar dói na primeira semana e é totalmente suportável. A dica infalível é colocar a casca da banana com a parte branca encostada no peito. É refrescante, cicatrizante e natural. Segundo: amamentar não deixa o seio caído, mas a vida, o tempo, o marido

Quando o Pietro nasceu eu era muito nova. Tinha 24 anos. Eu precisava mostrar para a minha família que eu conseguia dar conta do meu filho e recusei alguns conselhos. Até porque a quantidade de conselhos que você recebe quando está grávida é insana. Eu queria algo científico, comprovado e procurei um curso para gestantes.

Achei o Nove Luas, Lua Nova. Era ministrado por fisioterapeutas e ocorria paralelo ao pré-natal com o obstetra. Era um barato e lá eu conheci a Rosália. Muitas coisas em comum, inclusive a previsão do parto. Ficamos amigas, mas como ela já tinha um filho, era menos encanada com tudo. Nossos filhos nasceram com 40 minutos de diferença.

Bem, no primeiro mês da vida de um primogênito ninguém sabe o que está fazendo, nem a mãe e nem o bebê. Os dois aprendem juntos e a natureza ajuda muito. Eu tinha a minha mãe  e isso foi muito bom, ela me salvou de leite empedrado, febre de leite, bebê que não arrota e outras bizarrices da maternidade. Depois de um mês de regalias tive que ir para a minha casa que era colada com a casa da Rosália.

Eu estava me sentindo muito mais segura e fui visitá-la. Ela tinha tido uma garotinha, a Lara, e estava muito bem. Eu queria me sentir descolada, por isso quando ela sugeriu trocar de bebês para amamentar (amamentação cruzada), contive o meu doentio ciúme pelo meu lindinho e aceitei. Ele adorou o leite dela. A Lara não fez muita questão e rimos muito. Reparei também, com algum espanto, que minha amiga não fazia dieta. Segundo ela, álcool e drogas passam para o leite, mais nada. Apesar de concordar, não comia feijão, alho, pimenta e muitas outras coisas.

Naquela noite, meu filho urrou de cólica. O pai dele não entendia o que estava acontecendo. Nem eu! Até que me lembrei do evento na casa da Rosália e comentei com ele. Nossa, ele ficou louco da vida comigo. Disse que eu era uma irresponsável, que eu não raciocinava e eu me senti a pior mãe do mundo. Falamos com o pediatra e tudo voltou ao normal.

Passados seis meses do incidente, quis passar um dia com a minha mãe. A casa dela era muito  espaçosa e ventilada. Estávamos na cozinha conversando e deixei o Pietro engatinhar na varanda cuja porta de saída dava para a cozinha. Mais seguro impossível. Continuei a conversa ela e senti algo estranho. Algo como um silênnnnnnncio. Saí correndo pela varanda e me deparei com a seguinte situação: meu filhinho loirinho de olhos verdes estava ajoelhado embaixo da Funny com as duas mãozinhas empurrando as tetas dela para ele poder mamar melhor. A Funny era uma cadela Fila Brasileiro que tinha acabado de ter 12 filhotes.

O resto da história você pode concluir…

 

Mããããe onde está a minha bolsa?

Quem não tem filhos que nunca acham nada?

Existe alguma possibilidade dos nossos filhos acharem o que procuram sem perguntar? Dúvida atroz: por que você sempre acha?

Isto não acontece só comigo, muitas amigas vivem o mesmo problema. Todas os filhos perdem tudo e não acham nada, nunca.

Fico imaginando como funciona a cabeça de uma criança. Deve ser uma profusão de neurônios indomáveis e eles dançam em ritmo frenético. Exatamente como suas ideias de brincadeiras ou “artes”. Por isso, toda vez que uma criança fica parada, ou ela está com alguma necessidade fisiológica ou está doente. Crianças não param. Brincar é muito mais divertido do que arrumar o quarto. O que importa é a brincadeira e para elas tanto faz se o lugar está arrumado ou não. É irrelevante.

Não sei se existe um estudo sobre quem são mais bagunceiros meninas ou meninos. Tenho os dois exemplos em casa. Ambos bagunçam. Sempre imaginei meninas mais caprichosas, detalhistas, mas aí lembrei-me de como eu era…

Quando completei 10 anos, minha mãe avisou que cada uma teria que lavar suas calcinhas no chuveiro. Como minha irmã mais velha e a mamãe lavavam, percebi que estava sendo promovida a adulta e a achei ideia o máximo. Porém, toda ideia deixa de ser o máximo quando você percebe que está tendo um esforço.  Eu era uma pessoa muito procrastinadora, por isso tomei algumas decisões bem erradas.

Calcinhas_MulherTempo

Resolvi não lavar minha calcinha na segunda porque ainda tinha um monte na gaveta. Na terça cheguei cansada em casa e achei que seria melhor ler alguma coisa. Quarta tinha que lavar a louça do jantar e isso já era demais. Quinta-feira eu já tinha me esquecido da tarefa. Sexta fiquei vendo TV e sábado fui pra rua! Domingo não tinha mais calcinhas, mas não liguei e fui para o clube, afinal, biquínis resolvem muito bem a falta de calcinhas. De noite, quando fui tomar banho me dei conta que não tinha lavado nenhuma. Fui até meu esconderijo secreto, um cafofo! Quando abri a portinha achei um pacote com um querido recado da mamãe:

Hoje eu te socorri, mas da próxima vez você vai ficar sem calcinha, ok? Um beijo, da mamãe.”

 

Nossas filhas têm proteção contra o Funk?

Como podemos educar filhos dentro dos nossos valores quando somos bombardeados a todo instante por facilidades e modismos que só nos atrapalham a tarefa de educadores? Nossos valores são à prova da escola, dos amigos e da TV?

Neste semestre entrou uma menina nova na sala da minha filha. Ela me perguntou se poderia chamar a nova amiguinha para brincar um sábado em nossa casa. Adorei a ideia, fiquei feliz em ver minha filha ser solidária.

Antes da amiguinha chegar, repeti o texto de sempre: “Por favor, seja educada, não faça bagunça, não tira todas as fantasias do armário, não assalta a despensa, nem pensar em entrar no quarto do seu irmão, etc. Lembre que nós não conhecemos a família dela, não vá se exibir, ok?

Para tudo o que eu falava ouvia um “já sei mãe”! Muito impaciente para uma garotinha de apenas nove anos e sem moral nenhuma no assunto.

Sábado chegou e a tarde foi maravilhosa. Elas se divertiram muito. A menina era realmente um “pudinzinho”. Pedi à mãe para chegar umas 17 horas e finalizarmos o encontro com um piquenique. A mãe chegou e foi a minha vez de fazer bonito. Conversamos sobre educação, família, filhos, a escola e por fim falamos sobre a parte careta (e necessária), ou seja, de que forma nós fixamos os valores da família em casa. Eu disse que não permito maquiagem, que ela não tem um celular, entre outras coisas. Acho que impressionei a mãe que concordou com tudo o que eu disse. Já estava me sentindo a mãe do ano quando ouvi um gritinho:

– Senhoras e senhores. Sua atenção, por favor. Preparem-se para ver o show do ano. Falou minha filha escondida.

Sem nenhuma cerimônia ela pegou o meu celular e colocou uma música… Da ANITTA.

As duas foram para o jardim usando roupas minúsculas, meus sapatos de salto e minha maquiagem! Ambas tinham um microfone imaginário e faziam caras e bocas. Detalhe: as duas conheciam toda a letra da música…

boneca_mulhertempo

Não foi necessário nenhum comentário e, obviamente coloquei uma censura no tablet dela para poder controlar o que ela acessa quando não estou por perto.

Por que homens perguntam tanto?

Sou fascinada por mistérios. Coisas que a ciência não explica. Ela é assim, porque é. Acho que sonho em um dia desvendar um mistério, ficar famosa, milionária. Dizem que é da ideia mais simples que você percebe um gênio… E se eu descobrisse por que homens perguntam tanto?

Para toda pesquisa você precisa de hipóteses, formulei algumas.

RisotoBacalhar_MulherTempoEles perguntam por que não querem decidir coisas triviais, afinal a cabeça “deles” já decidiu muitas coisas ao longo da semana. Pois bem, eu e meu marido decidimos fazer um risoto juntos no domingo. Dividimos as tarefas. Eu fiquei responsável por inventar o sabor e preparar. Ele, pelo preparo do caldo, ralar o queijo e picar a cebola. Nós fazemos risoto juntos há oito anos. Nenhuma novidade. Ele pegou uma panela grande e perguntou: “quanto ponho de água”?  Falei para ele fazer três litros. “Quantos tabletes de caldo”? Respondi que um bastava porque acertaria o sal depois, se necessário. “Deixa ferver”?  Disse que não precisava, mas seria importante que o tablete estivesse todo diluído. Ele me deu cinco minutos de paz e continuou: “Qual ralador uso para o queijo”? Nessa hora eu já estava impaciente, por isso, minha resposta foi mais rígida. “Qualquer um, desde que rale. O queijo derrete!”.  Em seguida: “Onde você quer que eu ponha o queijo ralado”? Disse para ele que era para por onde quisesse (sim, eu me controlei!). Ele percebeu que eu estava incomodada e deu um tempo. Mas não durou muito. Pegou a cebola e a tábua e perguntou: “De que jeito você quer que eu corte a cebola”? Oras, para uma pessoa que já cansou de fazer risoto comigo, ele perguntou muito!

Eles também perguntam por que querem te irritar tendo que responder às perguntas mais estapafúrdias, aí você desiste, vai lá e faz você mesmo. Meu marido é um cara muito inteligente, mas para coisas domésticas ele sempre pede orientação. Tudo que eu peço ele faz, sem cara feia e sem bufar. Em contrapartida pergunta. Isso me irrita e ele sempre se supera. Temos crianças pequenas em casa, logo meu armário de remédios é acessível somente para adultos e está no mesmo lugar desde sempre. Um dia nossa filha acordou reclamando de dor de cabeça. Reparei que ela estava quentinha, como eu estava com as mãos ocupadas, pedi para ele pegar um remédio. Ele me perguntou onde ficava, qual era o remédio para dor e também quantas gotas tinha que dar. É óbvio que ele sabe de todas as respostas porque temos três filhos e eles sempre tiveram “dorzinhas”. Bem, respirei fundo e disse que normalmente bastava uma gota por quilo, mas se ele lesse a embalagem veria que eu já havia anotado isso. Ele riu, se desculpou e perguntou: quantos quilos ela pesa?

Finalmente, eles perguntam por que são inseguros e têm medo errar, aí leva bronca da mulher e isso é muito chato. Decidi mudar minha tática. Quando ele começa a perguntar muito, não respondo. Ele pergunta e eu fico muda. São muitos anos casados e acho que já tenho esta liberdade. Ou então eu respondo um sonoro: “não sei, decide”.

Até que eu perguntei para ele: “Sabia que estamos juntos há 15 anos e faz 15 anos que você me faz perguntas”? Então ele disse: “que dia nos casamos mesmo”?

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