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Categoria: Andando por aí

Dicas para economizar nas viagens

Viagens nacionais e internacionais podem ser muito mais econômicas. Siga as dicas!

Viajar é uma delícia, mas muitas vezes o orçamento não consegue chegar até o seu desejo de destino. Conheço pessoas que deixam de viajar porque acham que o dinheiro não vai dar… Mas será que elas se planejaram? No texto de hoje vou passar dicas para economizar nas viagens. Eu as uso para planejar as minhas. Sim, sem planejamento nada pode ser feito, mas fique tranquilo porque eu dou o passo a passo.

Como não sou blog de viagens, não vou perguntar o motivo da sua viagem e nem dizer o óbvio: evite altas temporadas. Eu adoraria evitá-las, mas as férias do trabalho e escola não permitem. Sempre viajo em alta temporada. Fazer o quê? Economizar no resto!

Dica nº 1

A passagem aérea é muito cara. Comece a pensar em pagar com milhas, para isso você deve se afiliar a um programa de milhagens. Tenho o Multiplus e o Sempre Presente (Itaú). Passe a pagar suas despesas no dia a dia com cartão de crédito. . .  Se não vai ter juros, qual é o problema? E ainda melhora muito o seu fluxo de caixa. Mas, jamais use o cartão de crédito em viagens internacionais. Só em caso de emergência, pois a taxa é bem salgada.

Dica nº 2

Planejar o destino, a quantidade ideal de dias e o seu orçamento. Feito isso,  consulte o Tripadvisor e leia a opinião dos viajantes que visitaram as atrações. Às vezes, elas são famosas, mas os visitantes não acham que vale a pena. Muitas são gratuitas, outras não e isso encarece qualquer viagem. Claro que você vai à Torre Eiffel estando em Paris, mas precisa pagar para navegar no Sena? Você pode andar pela margem e fazer vários picnics!

Depois de analisar tudo que quer conhecer, comece a tirar as “gorduras” da sua viagem, especialmente se tiver que se deslocar muito. Isso economiza bastante.

Dica nº 3

A hospedagem é uma das contas mais caras de uma viagem. Nunca fico em hotel caro. Não concordo em pagar para dormir. Porém, o mínimo é um banho quente, camas confortáveis e um lugar bonito.

Depois que descobri o Airbnb, só fico em hotel se não tiver a opção de alugar uma casa. Talvez você não conheça esse serviço. Primeiro se cadastre: https://www.airbnb.com.br/ , depois coloque o local que deseja conhecer, check in e check out e quantidade de hóspedes. Acrescente também se você quer um quarto ou a casa toda. Depois analise as opções, sempre verificando no mapa, a localização. Se gostar das fotos do imóvel, vá até os comentários das pessoas que já se hospedaram lá. Eles são o ponto forte do serviço. Se tiver alguma crítica, será falada. No entanto, se você gostar de alguma acomodação em que o “anfitrião” não tiver sido avaliado ainda, tome cuidado. Pode ser novo no site, mas é bom analisar melhor todas as informações. Por fim, em muitos casos há a possibilidade de pode pagar uma pequena taxa diária para ter uma faxineira. Aí você continua de férias!

Já fiquei em lugares incríveis, que os hotéis me cobravam o triplo. Consulte sempre o Airbnb. Eles têm propriedades em quase todo o mundo.

Se tudo der errado, tente o Booking.com!

Dica nº 5

O transporte tende a consumir uma boa parte do nosso orçamento. Quase sempre consigo viajar com milhas (viu como é bom usar o cartão de crédito?), pelo menos a parte principal. Também estou inscrita em sites de companhias aéreas e turismo. Eles mandam alertas de promoções e a inscrição é gratuita. Fora isso, estando em uma viagem internacional, consulte as empresas low cost como Ryanair e EasyJet e, por favor, não consuma nada a bordo!

Outra coisa, para viagens nacionais compre com 30 dias de antecedência, mais que isso você pode perder uma boa promoção. Para as internacionais, no mínimo o dobro. Ou seja, você vai ter que fechar sua viagem com dois meses de antecedência.

Dica nº 6

Pelo menos uma refeição você deve fazer na sua hospedagem, fora o café da manhã. O que é muito legal, porque você vai ter a oportunidade de conhecer a cultura local. Supermercados falam muito sobre uma comunidade. Feiras ao ar livre, então, são o máximo! Você vai economizar bastante e ainda curtir um bom picnic com sua família. Na foto ao lado fizemos um pit stop na serra do Rio do Rastro e comemos num local que parecia um cemitério!!! Você não tem ideia de como a nossa imaginação viajou.

Ah, cadastre-se no http://www.melhoresdestinos.com.br. Eles têm ótimos textos!

Denise Capece para Mulher Tempo

Mulheres desbussoladas

                    Mulher com senso de direção?

Com o GPS, Google Maps, Waze e outros inventos geniais é impossível uma mulher não chegar no seu destino. Só que há alguns anos eles não existiam. Acredite, para a maioria das mulheres a coisa é um pouco complicada.

Segundo Carl Pintzka, do Instituto Norueguês de Tecnologia (NTNU), homens têm melhor senso de direção que as mulheres. Nesse estudo os participantes observaram por 30 segundos um labirinto virtual e tinham 40 tarefas a serem executadas. Ao final, homens resolveram 50% mais de tarefas que as mulheres. Eles tomaram atalhos e se orientaram mais usando direções cardinais.

Ainda no estudo, os pesquisadores deram testosterona para as mulheres e várias começaram a se orientar melhor nas quatro direções cardinais. Isso porque foi usado o hipocampo, parte do cérebro que desempenha importante papel no direcionamento.

Então tá, aquela história que os homens caçavam e as mulheres cuidavam dos filhos, da “casa” e da coleta nos arredores já tem respaldo científico. Pintzka ainda se atreve a dizer que essa característica feminina explica porque elas conseguem encontrar mais rapidamente objetos na casa. Cabe aos homens encontrarem a casa!

Eu só queria entender porque é tão complexo olhar o mapa do shopping e achar meu destino quando vem desenhado VOCÊ ESTÁ AQUI. Caramba, não daria para deixar as mulheres fazerem o mapa? Nosso sistema básico de navegação não tem testosterona. Aliás, eu não acho que já tenha usado os pontos cardeais para fazer qualquer coisa. Ah, sim, tinha que responder às perguntas nas aulas de geografia (argh!).

Por que não explicar melhor?

Meu marido foi microchipado com uma bússola quando nasceu. Ele é fera na navegação. Sempre sabe para qual direção estamos indo. E quando falo em direção estou me referindo aos pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste…, mas eu ainda acho que ele me sacaneia. Ele sabe da minha fragilidade (agora característica) e sempre que vamos a um lugar, ele faz caminhos diferentes! Só pode ser para eu me perder.

Quando vou a algum lugar novo, mesmo com o Maps impresso, celular ligado (vai que acaba a bateria), pergunto umas cinco vezes durante o caminho e saio com uma hora extra para dar tempo de me perder! Não confio nos meus neurônios direcionais.

Eu ainda namorava meu marido e marcamos uma viagem. Ele saindo de SP e eu do Rio. A viagem seria para Santo Antônio do Rio Grande. O acesso é pela Dutra, lá na entrada de Penedo. Meu filho foi comigo e levou seu amiguinho Yuri, ambos com 8 anos. Fiz as contas para chegar em Penedo às 17, para poder chegar em Mauá às 18. A estrada que liga Penedo a Mauá é de terra e isso é sempre um saco. Bem, meu querido namorado disse que bastava chegar em Mauá e perguntar, porque é muito pertinho.

Tivemos sorte de encontrar um conhecido do Yuri no posto de gasolina de Penedo. O homem confirmou que era fácil. Ele estava indo para Mauá também e de lá nos mostraria o caminho. Melhor impossível.

Chegando em Mauá, ele explicou assim: “marque no odômetro 600 metros. Vai ter uma árvore grande no meio da estrada, vire à direita. Depois de mais 500 metros vai ter uma curva e você continua na estrada. Por fim vai ter uma subida, na descida você já estará em Santo Antônio”.

Agradeci e seguimos viagem. Infelizmente já tinha escurecido, mas era bem perto. Não havia porque me preocupar. Zerei o odômetro para não errar. Não é que depois de 600 metros tinha mesmo uma árvore? Virei à direita e segui. Depois de 500 metros tinha uma curva e encontrei uma bifurcação não prevista. E agora? Fui para a direita. Não dá para ficar parada pensando em uma estrada de terra, no escuro, no meio do nada.

Estava bem devagar e consegui ver uma casa do meu lado direito, passei por uma ponte estreitíssima de madeira e reparei que estava em uma subidinha de concreto. De repente a “estrada” acabou. Ergui os faróis e dei de cara com muitas, mas muitas vacas. Eu estava dentro de um curral. Acho que elas não gostaram de ser acordadas por mim.

O caminho era bem estreito. Eu só conseguia pensar na bandida da ponte estreita. Como eu passaria por ela no breu que estava somente com a luz de ? Decidi manobrar ali mesmo para ver a estrada de frente com boa iluminação. E quando a roda de trás “caiu”, eu freei. Pois é, a roda de trás ficou suspensa e por mais que eu acelerasse o carro não saia do lugar. Uma pessoa teria que ficar no carro e dois sairiam em busca de ajuda. O Yuri foi comigo.

Meu celular era um PT-550 da Motorola, não era exatamente um celular e lá em Mauá/Santo Antônio não era exatamente um lugar e por isso não tinha sinal. Ah, também não tinha lanterna. Nem no meu celular, nem no meu carro. Esbarramos em algo grande, mais uma vaca. E era preta! Gritei. Para não assustar mais a criança tive a grande ideia continuar a caminhada rezando o Pai Nosso, sempre me alivia. A estrada da bifurcação chegou. Sentamos numa pedra e ficamos esperando por socorro. Achei que meu idolatrado namorado poderia passar por lá.

Pouco tempo depois veio um carro que conseguiu nos socorrer. Ao que tudo indica, homens têm cordas, lanternas e ferramentas no carro. Eles nos guincharam e voltando para a estrada, depois da subida chegamos no nosso destino.

Meu amado namorado chegou duas horas depois. Já tínhamos relaxado do estresse. Fui contar a história para ele. Seus comentários foram: “Por que você não se manteve na estrada principal? Ela é sempre mais larga! Você entrou em uma fazenda”!

Sim, ele me deu uma bronca.

Diferença entre férias e turismo para a Mulher Tempo

Férias ou Turismo?

Uma vez ouvi uma definição bem legal sobre a diferença entre os dois. Férias servem para você não fazer nada. Você relaxa, espairece, acaba com o estresse. Já o turismo serve para você se alimentar de cultura. Nele você aprende sobre costumes, hábitos, civilizações, geografia e tantas outras coisas. Naturalmente a primeira opção descansa e a segunda cansa.

Tentamos ter 15 dias de férias e 15 dias de turismo anualmente. Essas viagens tendem a ser muito programadas porque não pode sair do orçamento. As férias são mais tranquilas de se planejar, porque para a minha família é sinônimo de praia e praia é uma diversão bem democrática.

Infelizmente não temos como planejar nossas viagens fora da alta temporada. Elas sempre ocorrem em junho/julho e dezembro/janeiro. Tudo lotado e caro, o que acabou sendo uma oportunidade para conhecer lugares sem muita procura, diferentes e nosso turismo acaba sendo uma diversão maior ainda. A família toda se organiza para planejar os possíveis lugares para viajar.

PantanalHá cinco anos decidimos conhecer o Pantanal. Ficamos em uma fazenda pantaneira. Dentre várias opções, escolhemos a Fazenda Santa Inês, em Miranda/MS.

Esse tipo de passeio não oferece qualquer tipo de luxo, muito pelo contrário, é uma lição de humildade. Você é quem tem que se adaptar à natureza. As regras são estabelecidas por ela.

Fomos até lá de carro. Louco, né? Só assim você tem uma verdadeira noção do que são as estradas brasileiras, a família se conhece melhor e também aprendemos a ter paciência e tolerância. Temos bastante entretenimento para as crianças no carro, fazemos muitos piqueniques ao longo da viagem e são várias paradas. De fato, vale muito a pena levar frutas, biscoitos e água porque fora do Sudeste as lanchonetes em postos de gasolina são muito ruins.

Quando saímos de Campo Grande era uma excitação só. Uma viagem ao Pantanal significa ver animais muito diferentes do que vemos por aqui. As placas da estrada já sinalizam a presença deles, que não são cachorros… Horas depois de estarmos com um mangue ao lado da estrada, nosso filho gritou: “um jacaré”! Meu marido parou o carro, tiramos fotos, foi demais!

Desnecessário dizer que ao fim da viagem, um gritava: “um jacaré”! Aí outro respondia: “De novo, para de me encher”! Virou figurinha fácil.

Chegando na fazenda fomos recepcionados pelo caseiro e cuidador dos jacarés – o assunto jacaré ainda era quente. Ele nos mostrou os quartos, ajudou com as malas e perguntou se alguém queria dar comida ao jacaré. Nossa, que euforia! Só que não demos. O bicho era grande e a alimentação era simplesmente uma galinha morta! Extremamente punk para nós, cidadãos urbanos. Ele pegava a galinha, batia a coitada na beira da lagoa e gritava muito alto: Caré, Caré, Caré. Não demorou cinco minutos e apareceu aquele monstro pré-histórico. Obviamente comeu a galinha com uma bocada só. Horripilante e excitante. Dá medo andar lá. Mas o medo é uma emoção e aí está valendo. Viagem sem emoção tem outro nome: férias.

Os passeios foram bem diferentes do que estamos acostumados. Saímos à noite em um caminhão aberto. Com uma grande lanterna procuramos animais, isso se chama Focagem Noturna. Dá muito medo. Eu preferia um carro fechado, mas acho que o objetivo é amedrontar mesmo. Participar da cavalgada lá é louco. Os cavalos voam, a paisagem é muito linda. Até assistimos uma castração (arghh), eles comem o …. Isso mesmo que você pensou. Depois de arrancar as bolas dos bois, eles acendem um fogo e comem tudo. Deus me livre. Finalizamos nosso passeio com um belo churrasco de carneiro ao som da moda de viola. Nunca comi um carneiro tão gostoso. Vegetarianos que me perdoem, mas não conheço um legume tão saboroso como a carne.

Atendendo às dicas dos nossos anfitriões, fomos para um lugar chamado Passo do Lontra Parque Hotel. São 100 km de distância de Miranda em estrada batida, mas muito boa. Várias pontes de madeira e muitos jacarés – eles estão por toda parte! jacare

O lugar é pitoresco. Tudo em madeira e elevado. No meio do ano o rio está vazio por isso o nosso visual foi de muitas pontes para ligar a recepção aos chalés, ao restaurante e a área de embarque para os passeios. Totalmente rústico.

Nós chegamos por volta das 16h e já tinha um passeio de barco, por isso fomos nele assim que fizemos o check-in. Eu me sinto insegura quando estou nesses lugares em que uma onça pode dar um bote, um crocodilo gigante pode engolir um barco ou até mesmo a anaconda. Ô imaginação fértil! Por isso eu acho que poderiam ter barcos de passeio mais altos, mas não, a gente tem que sentir a adrenalina a mil. Fomos e vimos coisas maravilhosas. Uma árvore gigante coberta de Tuiuiús. Não sei como esse bicho voa, ele é enorme, mas a árvore conseguia acolher dezenas deles. O Tuiuiú é bem típico e vimos muitas outras aves. Animais coloridos e com cantos singulares.

O pantanal é uma terra abençoada, mas amedrontadora quando o sol se põe. É óbvio que o sol se pôs e nós estávamos no barco. Agora era medo e frio. Eu grudada com as crianças e meu marido batendo o maior papo com o barqueiro. Eu não estava com fome, mas meu mau humor era evidente. Que coisa desnecessária ficar sofrendo, isso porque eu tinha dito que seria melhor ir no dia seguinte cedo, mas meu marido adora dar a última palavra e não é “sim senhora”.

Nossa acomodação era um chalé. Tinha uma varanda, uma minicozinha e a suíte. Ainda desfazendo as malas eu ouvi um i-i-iiiii. Pedi para o Oswaldo ver o que era. Ele foi até a cozinha e quando voltou ao quarto fechou a porta. Fiquei estressada e quis saber o que era. “Um morcego”, ele respondeu com a calma de quem responde que era engano. Claro que eu disse que era eu ou o morcego naquele chalé. E fui tão taxativa que ele foi lá e tentou tirar o bicho, mas não conseguiu. Enquanto isso eu me tranquei no banheiro com as crianças.

Ouvi ele falar com alguém e depois desligar o telefone. Saímos do banheiro e perguntei com quem ele estava falando e se tinha tirado o bicho. Meu marido disse que era para a gente dormir com a porta da cozinha fechada. Quando eu comecei a ficar irritada de novo, ele me contou que ligou na recepção e pediu ajuda para tirar o morcego. A resposta foi: O senhor sabe que está no pantanal? O que esperava? Em seguida desligaram o telefone na cara dele.

Apesar de toda a aventura citada, não tem como não recomendar essa viagem. Ela é realmente fantástica.

 

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