Mulher Tempo

Precisamos de um dia com mais que 24 horas.

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Mulheres desbussoladas

                    Mulher com senso de direção?

Com o GPS, Google Maps, Waze e outros inventos geniais é impossível uma mulher não chegar no seu destino. Só que há alguns anos eles não existiam. Acredite, para a maioria das mulheres a coisa é um pouco complicada.

Segundo Carl Pintzka, do Instituto Norueguês de Tecnologia (NTNU), homens têm melhor senso de direção que as mulheres. Nesse estudo os participantes observaram por 30 segundos um labirinto virtual e tinham 40 tarefas a serem executadas. Ao final, homens resolveram 50% mais de tarefas que as mulheres. Eles tomaram atalhos e se orientaram mais usando direções cardinais.

Ainda no estudo, os pesquisadores deram testosterona para as mulheres e várias começaram a se orientar melhor nas quatro direções cardinais. Isso porque foi usado o hipocampo, parte do cérebro que desempenha importante papel no direcionamento.

Então tá, aquela história que os homens caçavam e as mulheres cuidavam dos filhos, da “casa” e da coleta nos arredores já tem respaldo científico. Pintzka ainda se atreve a dizer que essa característica feminina explica porque elas conseguem encontrar mais rapidamente objetos na casa. Cabe aos homens encontrarem a casa!

Eu só queria entender porque é tão complexo olhar o mapa do shopping e achar meu destino quando vem desenhado VOCÊ ESTÁ AQUI. Caramba, não daria para deixar as mulheres fazerem o mapa? Nosso sistema básico de navegação não tem testosterona. Aliás, eu não acho que já tenha usado os pontos cardeais para fazer qualquer coisa. Ah, sim, tinha que responder às perguntas nas aulas de geografia (argh!).

Por que não explicar melhor?

Meu marido foi microchipado com uma bússola quando nasceu. Ele é fera na navegação. Sempre sabe para qual direção estamos indo. E quando falo em direção estou me referindo aos pontos cardeais: norte, sul, leste, oeste…, mas eu ainda acho que ele me sacaneia. Ele sabe da minha fragilidade (agora característica) e sempre que vamos a um lugar, ele faz caminhos diferentes! Só pode ser para eu me perder.

Quando vou a algum lugar novo, mesmo com o Maps impresso, celular ligado (vai que acaba a bateria), pergunto umas cinco vezes durante o caminho e saio com uma hora extra para dar tempo de me perder! Não confio nos meus neurônios direcionais.

Eu ainda namorava meu marido e marcamos uma viagem. Ele saindo de SP e eu do Rio. A viagem seria para Santo Antônio do Rio Grande. O acesso é pela Dutra, lá na entrada de Penedo. Meu filho foi comigo e levou seu amiguinho Yuri, ambos com 8 anos. Fiz as contas para chegar em Penedo às 17, para poder chegar em Mauá às 18. A estrada que liga Penedo a Mauá é de terra e isso é sempre um saco. Bem, meu querido namorado disse que bastava chegar em Mauá e perguntar, porque é muito pertinho.

Tivemos sorte de encontrar um conhecido do Yuri no posto de gasolina de Penedo. O homem confirmou que era fácil. Ele estava indo para Mauá também e de lá nos mostraria o caminho. Melhor impossível.

Chegando em Mauá, ele explicou assim: “marque no odômetro 600 metros. Vai ter uma árvore grande no meio da estrada, vire à direita. Depois de mais 500 metros vai ter uma curva e você continua na estrada. Por fim vai ter uma subida, na descida você já estará em Santo Antônio”.

Agradeci e seguimos viagem. Infelizmente já tinha escurecido, mas era bem perto. Não havia porque me preocupar. Zerei o odômetro para não errar. Não é que depois de 600 metros tinha mesmo uma árvore? Virei à direita e segui. Depois de 500 metros tinha uma curva e encontrei uma bifurcação não prevista. E agora? Fui para a direita. Não dá para ficar parada pensando em uma estrada de terra, no escuro, no meio do nada.

Estava bem devagar e consegui ver uma casa do meu lado direito, passei por uma ponte estreitíssima de madeira e reparei que estava em uma subidinha de concreto. De repente a “estrada” acabou. Ergui os faróis e dei de cara com muitas, mas muitas vacas. Eu estava dentro de um curral. Acho que elas não gostaram de ser acordadas por mim.

O caminho era bem estreito. Eu só conseguia pensar na bandida da ponte estreita. Como eu passaria por ela no breu que estava somente com a luz de ? Decidi manobrar ali mesmo para ver a estrada de frente com boa iluminação. E quando a roda de trás “caiu”, eu freei. Pois é, a roda de trás ficou suspensa e por mais que eu acelerasse o carro não saia do lugar. Uma pessoa teria que ficar no carro e dois sairiam em busca de ajuda. O Yuri foi comigo.

Meu celular era um PT-550 da Motorola, não era exatamente um celular e lá em Mauá/Santo Antônio não era exatamente um lugar e por isso não tinha sinal. Ah, também não tinha lanterna. Nem no meu celular, nem no meu carro. Esbarramos em algo grande, mais uma vaca. E era preta! Gritei. Para não assustar mais a criança tive a grande ideia continuar a caminhada rezando o Pai Nosso, sempre me alivia. A estrada da bifurcação chegou. Sentamos numa pedra e ficamos esperando por socorro. Achei que meu idolatrado namorado poderia passar por lá.

Pouco tempo depois veio um carro que conseguiu nos socorrer. Ao que tudo indica, homens têm cordas, lanternas e ferramentas no carro. Eles nos guincharam e voltando para a estrada, depois da subida chegamos no nosso destino.

Meu amado namorado chegou duas horas depois. Já tínhamos relaxado do estresse. Fui contar a história para ele. Seus comentários foram: “Por que você não se manteve na estrada principal? Ela é sempre mais larga! Você entrou em uma fazenda”!

Sim, ele me deu uma bronca.

Há Vagas

Onde uma empresa ou pessoa divulga que está precisando preencher uma vaga?

Na hora da entrevista todo mundo tende a falar o que o entrevistador quer ouvir. E se ele falasse toda a verdade…. Seria bom?

Dificilmente uma empresa pede para uma agência de propaganda fazer um Anúncio de emprego. Talvez pense que não precisa ser criativo. Será que não precisa atrair a atenção do maior número de pessoas qualificadas?

Tive um diretor que falava que não se prova que é bom fazendo um anúncio de página dupla na Playboy. Criativo que é bom, dizia Serginho, ganha prêmio fazendo anúncio pequeno de classificados! Ele estava certo. Já vi tanto anúncio bom e há tantos circulando que não tenho espaço para colocá-los aqui.

Mas será que todas as vagas precisam ser preenchidas por anúncios? Vagas para altos cargos são preenchidas via Headhunters, porque esse tipo de profissional normalmente está no mercado ou não está interessado em se expor. Muitos outros são feitos pelas Redes Digitais como o LinkedIn. Já para a vaga de Empregada Doméstica / Assistente do Lar ainda é na base da indicação.

Se você mora em um condomínio horizontal ou vertical deve ter a figura do porteiro, ronda ou zelador. Eles são os profissionais mais informados do planeta. Sabem de tudo que acontece. Sobre as empregadas então, é uma festa! Sabem onde trabalha, horário, salário e até a queixa da patroa.

Pode parecer fácil receber candidatas com uma fonte destas, mas não é. Poucas mulheres se interessam em trabalhar em casa. O sonho é ir para uma empresa. Mal sabem elas que a jornada de 44 horas semanais e resultado são condicionais para se continuar no emprego.

Outro problema que começou a surgir neste cenário é da diarista que decide quantas horas vai trabalhar por dia (what?), o que vai fazer e o que NÃO vai fazer (W H A T?). Ainda bem que isto está mudando. Para mim diária são oito horas e serviço doméstico é o que está sem fazer em casa. Claro que há limites. O serviço tem que estar dentro de casa (nada de limpar canil) e a pessoa tem que saber fazer. Só não aguento profissional que diz que para lavar a roupa o preço é outro.

Tenho uma conhecida que precisava contratar uma babá. O casal estava muito inseguro, pois com tanta história de babá maluca, eles queriam ter certeza de quem estavam colocando dentro de casa. E começaram as entrevistas.

Amiga: A senhora trabalha na mesma casa há 16 anos e por que quer sair? O que a sua patroa acha disso?

Profissional 1: Estou cansada de trabalhar na mesma casa há tanto tempo. Quanto a minha patroa, bem, ela não sabe que estou aqui…

Os papos bizarros continuaram pela tarde toda até que apareceu uma candidata que acertava todas as respostas. Minha amiga foi ficando cada vez mais animada. Já estava amando a futura babá. Na sua mente conseguia ver seu bebê no carrinho sendo empurrado na praça por aquela santa. Uma pessoa despachada, bem-humorada, responsável… E veio a pergunta derradeira:

Amiga: Você me desculpe pela pergunta que vou fazer agora. Pode soar estranho, mas é que fiz tantas entrevistas que estou tonta. Então vou direto ao assunto. Você está me parecendo tão perfeita…. Qual é seu defeito?

Profissional 2: Seguinte, sou super pontual, faço o meu trabalho certinho, adoro o que faço, mas a minha cerveja sou eu que compro. Disso não abro mão. Vou chegar aqui todo dia com meu fardinho. Se não beber todas deixo num canto e bebo no dia seguinte. Não vai atrapalhar ninguém. Prometo.

Dependendo do emprego, sei lá, tem vaga que aceita!

 

Ctrl C + Ctrl V

Vida de gêmeos é bastante atribulada…

Especialmente se ao menos um deles gosta de zoeira. Ser gêmea univitelina, idêntica, cara de uma/fuça da outra é bem legal. Tem o lado ruim, como tudo na vida, mas ter a Deisinha como irmã é uma aventura.

Até hoje a ciência não explicou o fenômeno da divisão do óvulo e do espermatozóide que se transforma em duas crianças, são os gêmeos univitelinos ou monozigóticos. Gêmeos bivitelinos ou dizigóticos nada mais são do que irmãos nascidos no mesmo dia. São sempre diferentes e a grande graça da coisa é ser igual.

Claro que as mães de gêmeos deveriam fazer um curso COM GÊMEOS antes de parir alguns pares. O ponto de partida é o nome. Pensa comigo, os pirralhos já nascem iguais. Precisa ter nome igual? Claudia e Cleide. Neuza e Neide. O clássico Deise e Denise – meu caso – graças à sábia interferência do meu pai, se não seria Jane e Janete, onde eu seria a Janete.

Os pais precisam entender que é necessário que os gêmeos sintam que têm personalidade distinta. É preciso estimular esta diferença, já que o resto é igual. Gêmeo é fonte de comparação legítima. Vai ter sempre um idiota que vai perguntar: quem é a mais inteligente? Quem é a mais bonita? Troféu inconveniente para o bacana que faz essa pergunta estúpida.

Outro ponto inegociável: POR QUE POR ROUPA IGUAL? A ideia é deixar mais bizarro do que parece? Mães, nós já somos parecidos, têm que deixar a gente igual? Você é a Deise ou a Denise? Que tal te chamar de Deisenise aí não vou errar nunca?gemeas1

Por fim, mas não menos importante, a vida social. Gêmeos “costumam” ter gostos parecidos. Não raro se dão bem com as mesmas pessoas. Por isso é muito, muito, muito importante deixar em salas de escola diferentes. Amizades, ritmo e dificuldade. Nada disso precisa ficar exposto para a turma. Se já existe comparação entre colegas, que dirá entre gêmeos.

Eu e minha irmã temos nomes parecidos, usávamos as mesmas roupas e fomos da mesma sala. Minha mãe achava que a gente ia ficar doente se nos separasse. Bobagem! A ligação que temos é muito forte. É quase doente…. Nosso elo é mais forte do que com um irmão de outra idade. É tudo mais intenso, inclusive as brigas.

Porém, na adolescência a gente já tinha liberdade para escolher nossas roupas, amigos e namorados. Graças a Deus o nosso gosto é super diferente. Ela gosta de gordinhos, eu não! Sei que muitos que estão lendo este texto e conhece uma ou outra pode até dizer/pensar: “mas elas não são tão parecidas assim! ” Se você nos conheceu separadamente pode achar isso, mas deixa colocar uma do lado da outra. Nossos filhos já nos confundiram: “mãe, é você ou a tia Deise? “ Claro que eu não respondia. Adorava a expressão de desespero no rostinho do meu filho (ô dó!).

Um belo dia nós estávamos no clube e tínhamos uns 16 anos. Naquela época namorávamos dois primos. O Guto e o Nilo. Toda hora eles ficavam falando que as pessoas que nos confundiam eram ridículas.

Imagina, uma tem os dentes mais branquinhos, a outra tem o cabelo maior, a primeira tem uma pinta a mais, a outra tem brinco vermelho, o pé desta é mais magrinho…

Aquele papo estava muito irritante. Eu olhei para ela e ela leu meu pensamento. Alguns minutos depois da chatice fomos para o banheiro juntas. Lá trocamos os biquínis e voltamos tranquilamente para a mesa. Não sei quantas horas depois, o Guto ou o Nilo, sei lá, foi beijar a Deise ou eu, sei lá, e as duas gritaram: “NÃO É ELA, SOU EU! ”

Sabe cara de nojo? Pois é, foi a cara dos dois priminhos mimados que foram contrariados. Eles terminaram com a gente no mesmo dia, mas valeu a piada!

Perguntas que JAMAIS devem ser feitas gêmeos:

gemeas2– Você já se confundiu com sua irmã?

– Se eu bater nela você sente?

– Vocês são gêmeas? (Não, somos vizinhas!)

– Qual de vocês é a gêmea má?

– Você é a xerox ou a original?

 

E não, nós nunca fizemos ménage…

 

 

Denise Capece para www.mulhertempo.com.br

 

 

 

 

 

 

Jantar Rápido da Mulher Tempo

Se sua assistente não fica até tarde, mãos à obra, mulher!

Jantar_MulherTempo

 

Mesmo quem tem uma assistente que cozinhe, é bem difícil conseguir alguém que fique até a hora do jantar. Por esse motivo e também porque o jantar precisa ser mais leve, que sempre penso em pratos práticos, saudáveis e gostosos.

Acho que o peixe combina muito bem com a noite. Fácil digestão e pouca louça!!!

O prato que sugiro pode ser feito com linguado, namorado, badejo, cherne, etc. O importante é que ele seja marinho, com pouca espinha e carnudo. Não moro perto da praia por isso uso o congelado mesmo, neste caso JAMAIS tempere com limão antes de assar porque ele fica seco. Basta o sal.

 

Linguado com abobrinha

Serve quatro pessoas que comem bem

Você vai precisar de:

– Dois quilos de peixe em duas partes;

– Duas abobrinhas italianas em rodelas finas;

– 200 g catupiry light;

– Um talo de alho-poró em rodelas finas;

– Sal, alho, limão, gengibre, pimenta;

– Um pedaço de papel alumínio.

Preparando esta delícia:

Lave o peixe, tempere com sal e deixe na geladeira enquanto prepara o restante.

Refogue rapidinho a abobrinha com manteiga, sal e gengibre. Reserve.

Em um pirex faça um berço com as abobrinhas. Em seguida faça uma camada de catupiry e por fim coloque os peixes. Sobre eles esprema meio limão, um pouco de pimenta e abuse do alho-poró. Coloque sobre o peixe cubinhos de manteiga. Cubra com papel alumínio e coloque em forno preaquecido por 30 minutos a 200° C. Depois disso tire o papel alumínio e deixe mais 15 minutos. Verifique se quando abre a carne do peixe com um garfo se está bem branquinho. Se estiver, ele está pronto.

Para o peixe ficar maravilhoso não pode deixar secar todo o líquido e nem pode estar rosadinho.

Esse é um prato único que não suja nada e ainda fica com um visual lindo. Para acompanhar basta uma salada de legumes e folhas.

Publicado por Denise Capece para Mulher Tempo.

 

 

 

 

Diferença entre férias e turismo para a Mulher Tempo

Férias ou Turismo?

Uma vez ouvi uma definição bem legal sobre a diferença entre os dois. Férias servem para você não fazer nada. Você relaxa, espairece, acaba com o estresse. Já o turismo serve para você se alimentar de cultura. Nele você aprende sobre costumes, hábitos, civilizações, geografia e tantas outras coisas. Naturalmente a primeira opção descansa e a segunda cansa.

Tentamos ter 15 dias de férias e 15 dias de turismo anualmente. Essas viagens tendem a ser muito programadas porque não pode sair do orçamento. As férias são mais tranquilas de se planejar, porque para a minha família é sinônimo de praia e praia é uma diversão bem democrática.

Infelizmente não temos como planejar nossas viagens fora da alta temporada. Elas sempre ocorrem em junho/julho e dezembro/janeiro. Tudo lotado e caro, o que acabou sendo uma oportunidade para conhecer lugares sem muita procura, diferentes e nosso turismo acaba sendo uma diversão maior ainda. A família toda se organiza para planejar os possíveis lugares para viajar.

PantanalHá cinco anos decidimos conhecer o Pantanal. Ficamos em uma fazenda pantaneira. Dentre várias opções, escolhemos a Fazenda Santa Inês, em Miranda/MS.

Esse tipo de passeio não oferece qualquer tipo de luxo, muito pelo contrário, é uma lição de humildade. Você é quem tem que se adaptar à natureza. As regras são estabelecidas por ela.

Fomos até lá de carro. Louco, né? Só assim você tem uma verdadeira noção do que são as estradas brasileiras, a família se conhece melhor e também aprendemos a ter paciência e tolerância. Temos bastante entretenimento para as crianças no carro, fazemos muitos piqueniques ao longo da viagem e são várias paradas. De fato, vale muito a pena levar frutas, biscoitos e água porque fora do Sudeste as lanchonetes em postos de gasolina são muito ruins.

Quando saímos de Campo Grande era uma excitação só. Uma viagem ao Pantanal significa ver animais muito diferentes do que vemos por aqui. As placas da estrada já sinalizam a presença deles, que não são cachorros… Horas depois de estarmos com um mangue ao lado da estrada, nosso filho gritou: “um jacaré”! Meu marido parou o carro, tiramos fotos, foi demais!

Desnecessário dizer que ao fim da viagem, um gritava: “um jacaré”! Aí outro respondia: “De novo, para de me encher”! Virou figurinha fácil.

Chegando na fazenda fomos recepcionados pelo caseiro e cuidador dos jacarés – o assunto jacaré ainda era quente. Ele nos mostrou os quartos, ajudou com as malas e perguntou se alguém queria dar comida ao jacaré. Nossa, que euforia! Só que não demos. O bicho era grande e a alimentação era simplesmente uma galinha morta! Extremamente punk para nós, cidadãos urbanos. Ele pegava a galinha, batia a coitada na beira da lagoa e gritava muito alto: Caré, Caré, Caré. Não demorou cinco minutos e apareceu aquele monstro pré-histórico. Obviamente comeu a galinha com uma bocada só. Horripilante e excitante. Dá medo andar lá. Mas o medo é uma emoção e aí está valendo. Viagem sem emoção tem outro nome: férias.

Os passeios foram bem diferentes do que estamos acostumados. Saímos à noite em um caminhão aberto. Com uma grande lanterna procuramos animais, isso se chama Focagem Noturna. Dá muito medo. Eu preferia um carro fechado, mas acho que o objetivo é amedrontar mesmo. Participar da cavalgada lá é louco. Os cavalos voam, a paisagem é muito linda. Até assistimos uma castração (arghh), eles comem o …. Isso mesmo que você pensou. Depois de arrancar as bolas dos bois, eles acendem um fogo e comem tudo. Deus me livre. Finalizamos nosso passeio com um belo churrasco de carneiro ao som da moda de viola. Nunca comi um carneiro tão gostoso. Vegetarianos que me perdoem, mas não conheço um legume tão saboroso como a carne.

Atendendo às dicas dos nossos anfitriões, fomos para um lugar chamado Passo do Lontra Parque Hotel. São 100 km de distância de Miranda em estrada batida, mas muito boa. Várias pontes de madeira e muitos jacarés – eles estão por toda parte! jacare

O lugar é pitoresco. Tudo em madeira e elevado. No meio do ano o rio está vazio por isso o nosso visual foi de muitas pontes para ligar a recepção aos chalés, ao restaurante e a área de embarque para os passeios. Totalmente rústico.

Nós chegamos por volta das 16h e já tinha um passeio de barco, por isso fomos nele assim que fizemos o check-in. Eu me sinto insegura quando estou nesses lugares em que uma onça pode dar um bote, um crocodilo gigante pode engolir um barco ou até mesmo a anaconda. Ô imaginação fértil! Por isso eu acho que poderiam ter barcos de passeio mais altos, mas não, a gente tem que sentir a adrenalina a mil. Fomos e vimos coisas maravilhosas. Uma árvore gigante coberta de Tuiuiús. Não sei como esse bicho voa, ele é enorme, mas a árvore conseguia acolher dezenas deles. O Tuiuiú é bem típico e vimos muitas outras aves. Animais coloridos e com cantos singulares.

O pantanal é uma terra abençoada, mas amedrontadora quando o sol se põe. É óbvio que o sol se pôs e nós estávamos no barco. Agora era medo e frio. Eu grudada com as crianças e meu marido batendo o maior papo com o barqueiro. Eu não estava com fome, mas meu mau humor era evidente. Que coisa desnecessária ficar sofrendo, isso porque eu tinha dito que seria melhor ir no dia seguinte cedo, mas meu marido adora dar a última palavra e não é “sim senhora”.

Nossa acomodação era um chalé. Tinha uma varanda, uma minicozinha e a suíte. Ainda desfazendo as malas eu ouvi um i-i-iiiii. Pedi para o Oswaldo ver o que era. Ele foi até a cozinha e quando voltou ao quarto fechou a porta. Fiquei estressada e quis saber o que era. “Um morcego”, ele respondeu com a calma de quem responde que era engano. Claro que eu disse que era eu ou o morcego naquele chalé. E fui tão taxativa que ele foi lá e tentou tirar o bicho, mas não conseguiu. Enquanto isso eu me tranquei no banheiro com as crianças.

Ouvi ele falar com alguém e depois desligar o telefone. Saímos do banheiro e perguntei com quem ele estava falando e se tinha tirado o bicho. Meu marido disse que era para a gente dormir com a porta da cozinha fechada. Quando eu comecei a ficar irritada de novo, ele me contou que ligou na recepção e pediu ajuda para tirar o morcego. A resposta foi: O senhor sabe que está no pantanal? O que esperava? Em seguida desligaram o telefone na cara dele.

Apesar de toda a aventura citada, não tem como não recomendar essa viagem. Ela é realmente fantástica.

 

Você nunca deu uma gafe?

A Mulher Tempo já. Quer ver?

Gafe é sinônimo de vacilo, deslize, mancada, mico e normalmente desagrada alguém sem perceber. Todos estão sujeitos a ela.

GafeEsse comportamento irrefletido foi estudado por Freud em 1895 em um de seus estudos sobre histeria. Ele notou que as mulheres acreditavam que o deslize era algo grave, porém quanto mais se elas se controlavam para que não acontecesse, piorava. Já Wegner em uma experiência clássica da psicologia reuniu participantes de um estudo e pediu para que não pensassem em um urso branco por cinco minutos. Caso pensasse, a pessoa deveria tocar uma campainha. Ela tocou mais de 15 vezes. Os estudiosos também concluíram que a gafe acontece em momentos em que você está focado em uma atividade. É como uma interrupção da censura enquanto você está concentrado em outra ação.

Há vários tipos de gafes, o que se fala, quando se fala, como se fala, para quem e também o que se faz. Os meios de comunicação adoram. Por exemplo, no extinto programa CQC tinha o Top 5 com as maiores gafes da TV. Ninguém perdoa! Deve ser difícil ser público e nunca errar. Luciana Gimenez, Ludmilla, Anitta e Galvão Bueno que o digam!

Só que parece haver um consenso quando falamos em Rainha das Gafes, Ana Maria Braga ganha tranquilamente o título da TV brasileira. O mais legal é que ela se diverte com suas trapalhadas. As gafes da artista não desagradam as pessoas como fez Silvio Santos no último Teleton. Dizer para uma mulher que ela é muito bonita, apesar de ser negra foi extremamente desagradável e racista. Logo ele, que decepção.

E a Dilma Rainha das Pérolas? Mas nós não vamos sentir tanta saudade assim, porque os Estados Unidos acabaram de eleger Trump e com ele a lindíssima – e só isso – Melanie Trump. Ela optou por ficar quieta depois de usar partes substancias de um discurso na convenção republicana de Cleveland em julho, de autoria de Michelle Obama.

O fato é que ninguém está livre de dar foras. Inclusive eu.

Durante todo o tempo que eu trabalhava no centro do Rio e morava em Niterói, eu costumava jogar squash no horário de rush para não pegar o engarrafamento da Ponte. O clube que eu jogava tinha 90% de sócios e o resto eram as sócias, que não frequentavam regularmente. Logo, toda espécie de alongamento pré e pós jogo eu tinha que fazer longe do público masculino. Uma simples medida para não expor minhas “partes”.

Um dia eu estava em cima da arquibancada flexionando minhas pernas e trazendo para perto do peito, quando uma amiga R. me disse para tomar cuidado pois tinha gente perto. Parei rapidamente para ver quem era, em seguida respondi tranquilamente que ela podia ficar tranquila porque só tinham duas pessoas. Uma delas era um menino de 8 anos e o outro era o M. que não gostava da coisa. Ela riu e foi para o segundo andar do clube onde ficava o bar. Tomei meu banho e fui para o bar com o resto da galera. Reparei que todos estavam rindo muito. Quis saber o motivo. Eles me falaram que o novo casal do Rio Squash eram o M. e a R.

Se é que existe algum lado bom dessa história é que a R. sempre foi muito elegante e nunca fez qualquer comentário sobre a minha gafe.

Empregada doméstica da Mulher Tempo

O título foi “fake”.  A Mulher Tempo não tem empregada doméstica porque consegue dar conta de tudo sozinha.

empregadamulhertempoMentira. Ela até consegue dar conta, mas não quer. Não existe mulher no mundo que goste ou que tenha prazer em fazer o serviço doméstico di-a-ri-a-men-te. Isso é enlouquecedor porque são várias jornadas: mulher, mãe, cozinheira, etc, etc, etc. Sem direito ao FGTS e repouso salarial remunerado!

O que mais ouvi de outras mulheres quando estava montando o curso para Assistentes do Lar foi que a empregada é uma pessoa fundamental, porééééém a lista de queixas sobre as atitudes dessas profissionais é gigante. Na investigação que fiz o maior problema é a invasão da privacidade. A dona da casa acaba tendo que compartilhar seus problemas pessoais por mais discreta que ela seja. O segundo diz respeito às faltas, atrasos ou hora da saída (não cumprir as oito horas, por exemplo) e por fim a inconstância da qualidade do serviço prestado. Disse uma entrevistada: “nem sempre está bem feito, me irrita ter que falar como se faz o mesmo serviço sempre”!

Em 11/12/1972 o presidente Emilio G.Médici sancionou a lei 5.859 que regularizava a situação dos empregados domésticos. Houve muita discussão até chegarmos a última sanção em junho de 2015, quando entrou em vigor a Lei Complementar nº 150 do governo de Dilma Rousseff.

Por que este é um assunto tão polêmico? Por que os empregados domésticos tiveram direitos excluídos frente aos outros profissionais na Constituição de 88? Tenho vergonha de admitir, mas acho que nossa sociedade ainda é escravocrata e segregacionista. Será que o simples fato da pessoa não ter tido acesso/vontade/oportunidade de estudar a faz inferior a outra? Diferente de outro empregado?

Por outro lado, temos também os profissionais que fazem com que a profissão seja desvalorizada. São comportamentos inadequados, completamente impróprios onde o fato do serviço ser prestado dentro da residência é mais um agravante.  As perguntas que faço são:

–  A empregadora sabe dar treinamento para sua empregada e entende que isso é um processo contínuo?

– A empregada está disposta a ser treinada de forma contínua para fazer suas tarefas de acordo com o que sua empregadora precisa que seja feito?

Eu defendo direitos  e deveres iguais.

Levar meu pensamento onde?

Você trocaria a cidade em que mora?

Sair de uma cidade grande é bom… E ruim. Na verdade é uma troca. Resta você analisar se esta troca é benéfica para você. Eu troquei a praticidade da cidade grande pela tranquilidade da vida na cidade pequena.

Se você começar a enumerar as qualidades das cidades vai ver que elas não podem conviver. Você não pode ter tudo de bom que as duas têm. Se você quer ter teatros, cinemas, bares e restaurantes vai ter que conviver com trânsito e assaltos. Agora se preferir ter uma casa em terreno grande, sem poluição, muita área verde e tranquilidade para deixar a porta aberta vai precisar viver em uma cidade pequena e segura. Essa é a escolha.

Como eu dizia, houve um momento em minha vida que tive que optar. Recebi uma proposta de amor e eu disse SIM. A possibilidade de ter uma família em um lugar tranquilo, calmo e longe do estresse. Isso foi o que racionalizei ao pedir a demissão da empresa dos meus sonhos, me despedir da minha família, meus amigos de infância e de toda a praticidade que tinha no lugar em que morava. Fui morar no interior de São Paulo acreditando que não haveria ponto negativo forte o suficiente que fizesse balançar minha decisão. Entretanto eu achava que o estresse, que sempre tive, fosse desaparecer e isso não aconteceu. Percebi que movimentos mais lentos me estressam tanto quanto a agitação. Voei para os livros. Lá está escondida a sabedoria do mundo. Pesquisei e encontrei algumas fontes de equilíbrio.

Do dia para a noite a minha casa se encheu de objetos Zen. Mandalas, sinos do vento, incensos, assinatura da Bons Fluidos e até roupas indianas. Eu estava me sentindo a própria paz. Nada me tiraria o equilíbrio e quando eu começava a me estressar já invocava o mantra Ohmmmmmmmmm. Tudo voltava ao normal. Meu marido percebeu que sou intensa e teve a sabedoria de não me contrariar. Quando eu gosto, amo. Quando não gosto, odeio.

Outro fato que passava na cabeça dele, apesar de não ter sido falado entre nós, foi o peso na consciência dele por ter me tirado da cidade grande. Bobagem, foi minha escolha, mas vai explicar para o coração. Talvez esse seja um dos motivos por ele sempre me apoiar nas minhas escolhas.

Em alguns casos apoiar significa ir junto. Eu me inscrevi na aula de ioga e voltei insuportavelmente calma. No dia seguinte comecei a fazer a minha campanha para ele ir à ioga comigo. Meu marido é do tipo quietão, quando não gosta de algo, dá um sorrisinho e desconversa.  Claro que insisti. Fiz mais pesquisas sobre os benefícios da ioga e mostrava para ele toda noite. Ele só dizia que não precisava se acalmar e que provavelmente dormiria em sala de aula. Expliquei que a ioga o ajudaria a ser mais flexível. Por fim, apelei e disse que queria muito a companhia dele. Consegui.

Comprei roupas mais folgadinhas para ele praticar e ele achou estranho. É que meu marido é bem conservador. Ele é básico, só usa calça azul e Hering branca! Chegamos à sala e ele ficou observando, mais quieto do que é. Ele me puxou para um canto e disse baixo: por que você não me disse que aqui só tinha mulher? Respondi que isso não deveria incomodá-lo e que o professor era homem.

meditacaomanTodos prontos e a aula começou. Fizemos alguns exercícios em pé, praticamente um aquecimento. Depois nosso professor pediu para nos sentarmos. Cada um em seu colchão, olhos fechados, pernas de índio e escutando suas orientações. Ele disse que aprenderíamos a respirar. Às vezes eu abria os olhos para ver meu marido. Ele ainda estava durão – desconfortável – e abria os olhos para ver se os outros estavam quietos mesmo. Aí ele olhava para mim e eu fazia cara feia com a expressão séria de… “se concentra aí…” e ele fechava os olhos.

O professor falava bem baixo. Ele dizia para respirar e pensar que o ar estava circulando por todo o corpo e com isso a nossa energia curativa. Todos estavam super compenetrados na tarefa de levar energia para os pontos necessários. “Faça o ar circular por todo o seu corpo” disse o professor.

Não sei se ele pensou que não conseguimos fazer o que ele mandou ou se quis ser mais claro, mas o fato é que ele ficou quieto um tempão e em seguida disse: “leve seu pensamento para o ânus”!

Essa foi a última aula que meu marido participou.

Quem está amamentando meu filho?

Amamentação_MulherTempoAmamentar é simplesmente maravilhoso. Tive três filhos e todos foram amamentados por mais de um ano. Fui do tipo vaca leiteira, poderia ter trigêmeos tranquilamente. Sei que algumas mulheres não conseguem amamentar. O que é uma pena para elas e para seus bebês. Porque amamentar é da natureza e tem tanto benefício!

– Combate a hemorragia pós-parto e acelera a recuperação da mulher (isso é louco, mas conforme você amamenta vai sentindo uma coliquinha. É o útero contraindo e diminuindo de tamanho!);

– Facilita a perda de peso;

– Diminui o risco de câncer de mama, endométrio e de ovário;

– Diminui o risco de desenvolver diabetes tipo 2 na mãe;

– O leite está na temperatura certinha e por isso não há perigo de queimar o bebê;

– Não é preciso esterilizar nada e pode ser feito em qualquer local.

Há muitas outras vantagens para amamentar seu bebê, fora os próprios benefícios para os pequenos. Ah, tem duas coisas que quero registrar antes de partir para a minha história de hoje. Primeiro: amamentar dói na primeira semana e é totalmente suportável. A dica infalível é colocar a casca da banana com a parte branca encostada no peito. É refrescante, cicatrizante e natural. Segundo: amamentar não deixa o seio caído, mas a vida, o tempo, o marido

Quando o Pietro nasceu eu era muito nova. Tinha 24 anos. Eu precisava mostrar para a minha família que eu conseguia dar conta do meu filho e recusei alguns conselhos. Até porque a quantidade de conselhos que você recebe quando está grávida é insana. Eu queria algo científico, comprovado e procurei um curso para gestantes.

Achei o Nove Luas, Lua Nova. Era ministrado por fisioterapeutas e ocorria paralelo ao pré-natal com o obstetra. Era um barato e lá eu conheci a Rosália. Muitas coisas em comum, inclusive a previsão do parto. Ficamos amigas, mas como ela já tinha um filho, era menos encanada com tudo. Nossos filhos nasceram com 40 minutos de diferença.

Bem, no primeiro mês da vida de um primogênito ninguém sabe o que está fazendo, nem a mãe e nem o bebê. Os dois aprendem juntos e a natureza ajuda muito. Eu tinha a minha mãe  e isso foi muito bom, ela me salvou de leite empedrado, febre de leite, bebê que não arrota e outras bizarrices da maternidade. Depois de um mês de regalias tive que ir para a minha casa que era colada com a casa da Rosália.

Eu estava me sentindo muito mais segura e fui visitá-la. Ela tinha tido uma garotinha, a Lara, e estava muito bem. Eu queria me sentir descolada, por isso quando ela sugeriu trocar de bebês para amamentar (amamentação cruzada), contive o meu doentio ciúme pelo meu lindinho e aceitei. Ele adorou o leite dela. A Lara não fez muita questão e rimos muito. Reparei também, com algum espanto, que minha amiga não fazia dieta. Segundo ela, álcool e drogas passam para o leite, mais nada. Apesar de concordar, não comia feijão, alho, pimenta e muitas outras coisas.

Naquela noite, meu filho urrou de cólica. O pai dele não entendia o que estava acontecendo. Nem eu! Até que me lembrei do evento na casa da Rosália e comentei com ele. Nossa, ele ficou louco da vida comigo. Disse que eu era uma irresponsável, que eu não raciocinava e eu me senti a pior mãe do mundo. Falamos com o pediatra e tudo voltou ao normal.

Passados seis meses do incidente, quis passar um dia com a minha mãe. A casa dela era muito  espaçosa e ventilada. Estávamos na cozinha conversando e deixei o Pietro engatinhar na varanda cuja porta de saída dava para a cozinha. Mais seguro impossível. Continuei a conversa ela e senti algo estranho. Algo como um silênnnnnnncio. Saí correndo pela varanda e me deparei com a seguinte situação: meu filhinho loirinho de olhos verdes estava ajoelhado embaixo da Funny com as duas mãozinhas empurrando as tetas dela para ele poder mamar melhor. A Funny era uma cadela Fila Brasileiro que tinha acabado de ter 12 filhotes.

O resto da história você pode concluir…

 

Troco em balas?

blog_balinhasmulhertempo

Quantas vezes já aconteceu de você ter que aceitar chicletinhos e balinhas, naturalmente de marcas ruins, no lugar do troco? Quantas vezes você já pode deixar de completar o valor pedido pelo caixa e sair com o produto? Não adianta o comércio é o mais forte. Nessa relação sempre vamos levar a pior, mesmo sendo O CLIENTE, sabe?Aquele que tem sempre razão…

Conheça RADIKEL, como o nome diz ela é RADICAL. Fala tudo que vem a sua mente e não leva nada de volta pra casa. Talvez lhe falte um pouco de política, mas ela é uma heroína, pois fala tudo aquilo que uma vez ficou engasgado.

 

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